Cabezas Flutuantes

O Cabezas Flutuantes surgiu em 2011 com a proposta de escoar as experimentações musicais realizadas pela artista audiovisual Carou Araújo. Em outubro de 2013 lançaram seu primeiro álbum, “Registro”, de modo virtual e gratuito. O debut da banda, que apresentou ao público uma sonoridade ímpar, repleta de texturas, sons inusitados e originalidade, figurou nas listas de melhores discos, sendo escolhido entre os 50 grandes lançamentos virtuais daquele ano pelo site Scream&Yell.
Para compor um universo de diálogos sonoros, o Cabezas Flutuantes lança mão de instrumentos caseiros ou pouco usuais. Além dos sintetizadores e do theremin de luz, está presente nas experiências musicais do coletivo coisas como sons de apontadores de lápis e improvisos com bico de pato e sininhos. Interferências sônicas das mais diversas unidas a instrumentos como violão, baixo, guitarra elétrica, trombone, trompete, ukulelê, entre outros, colaboram na montagem da identidade estética da banda mineira.
O grupo lançou em março de 2016 o álbum “Experimental Macumba”. O pré-lançamento do novo trabalho se deu em Austin, nos EUA, no Festival SXSW. O disco destaca mais composições da parceria firmada entre Carou Araújo e Fábio Cardelli – que também assinam a produção do trabalho – e desloca o universo noise/pop/experimental do grupo para paisagens sonoras mais tropicais.

A polifonia, resultado de tantos encontros e parcerias, é certamente um dos grandes trunfos de Experimental Macumba, que, embora múltiplo, jamais soa desconectado ou sem unidade – e é interessante constatar que essa unidade não venha, como é comum no universo pop, da figura do ‘frontman’. Por abrir mão de um vocalista fixo,Experimental Macumba é sempre novidade: o canto surge e acontece em diferentes vozes, identidades e timbres. O disco também revela a proposta de uma abordagem mais politizada de assuntos comuns ao imaginário contemporâneo brasileiro.